domingo, 7 de janeiro de 2007

Aventura de fim de ano (Perco sempre a melhor parte!!)

[Categoria: Comédia dramática]

Acordar: Levanto-me para ir trabalhar mas sinto-me cada vez mais engripada (ressaca do natal certamente).

Trabalhar (ParteI): Chego a Lisboa e dedico-me ao trabalho apesar da dificuldade, cada vez maior, em respirar (tal não estava o raio da constipação).

Almoço: Fiz de conta que não tinha dores de cada vez que respirava, e fui fazer compras pós-natal, com uma amiga.

Trabalhar (ParteII): A maldita e incomodativa dor não só não parou como parecia cada vez maior. Além de me atacar o peito, atacava também as costas e a lateral esquerda deste meu (frágil) corpinho. Eis que comecei a ver o caso mal parado e pensei: «que rica maneira de acabar o ano. Queres tu ver que estás com pneumonia?!»

Fim da tarde: Exausta até dizer chega. Falo com a minha amiga Cátia ao telemóvel que se mostra preocupada com o relato do meu estado de saúde. «Vou ter contigo e vamos ao hospital ver isso», disse. Assustada com as suspeitas que já tinha e a reacção de preocupação da minha amiga, acedi ir ao hospital.

Bom, na falta da Madre Teresa de Calcutá para me proteger e zelar por mim, eu tenho a Santa Cátia de Massamá, que chegou em meu auxílio.

Confesso que para chegar ao ponto de encontro foi um verdadeiro martírio. Nunca o percurso Arroios-Saldanha me pareceu tão longo e tenebroso. As dificuldades em respirar, as dores e o cansaço adjacente obrigaram-me a demorar o triplo do tempo e fizeram-me sentir que tinha feito a meia maratona de lisboa!

Nas urgências do hospital: Dirigimo-nos à recepção e, francamente, não sei se a moça que nos recebeu não estaria ainda mais entupida (do nariz) do que eu.
Aguardo que me chamem. Fui atendida por um médico porreiríssimo e com óptimo sentido de humor. Logo em seguida encaminharam-me para o Raio-X para a bela da foto aos pulmões. A enfermeira e o radiologista foram uma simpatia!! Então não – que gente mais seca e antipática – LIVRA!!

Volto ao porreiríssimo e constato que afinal a minha dor era apenas de origem «esquelética», que é como quem diz – do esqueleto! Nada que umas boas drogas não resolvam.

Agora vem a melhor parte, pelo menos para a “Santa Cátia de Massamá”, que eu, para não variar, perco sempre o melhor.

Antes de sair do hospital, tive que despejar a bexiga, tal não tinha sido a nervoseira do momento, e encaminhei-me ao WC. Após o serviço terminado, voltei à zona da recepção e eis que me deparo com o belo sorriso, meio envergonhado, da "Santa Cátia" para um moço (muito bem apessoado, diga-se em abono da verdade), que se encontrava junto à recepção.

Percebi de imediato que, MAIS UMA VEZ, tinha perdido a melhor parte. Não vi aquele pedaço de mau caminho entrar no hospital!!!

E como todas as histórias têm pelo menos duas versões, recomendo que consultem o blog da minha amiga Cátia (
www.mordu-de-chocolat.blogspot.com). Só assim saberão o que foi que perdi...

3 comentários:

3M's disse...

Amiga, como diz a minha "mana rabisca" podias ter demorado mais um bocadidinho na ida ao WC, né?

"Santa Cátia de Massamá" tá bonito :) a parte da santa é que é um bocadidinho subjectivo, mas sim..., até sou boa pessoa, lá no fundo, bem lá no fundo ;)

Anónimo disse...

Confesso que me parti a rir com as descrições aqui deixadas. Eu que sou um tipo sisudo, sorumbático, de olhos taciturnos e que até não jogo râguebi nem torço pés. Mas lá fiz o esfoço, lá consegui desfazer-me em risos e até rebolar pelo chão como uma bola de carne empedrenida (meatloaf)... Espero que o esqueleto esteja melhor. O teu.

Magnólia disse...

É sempre bom conseguir arrancar risos de alguém sisudo e sorumbático; ainda que não tenhamos a certeza de quem estamos a fazer rir...