- Fica uma enzima da outra....
Só mais uma página da vida, desta e de outras vidas. Só mais uma página escrita, ou mesmo apenas um rabisco num qualquer papel amarrotado!

Acordei em sobressalto, de novo aquele sonho
As lágrimas percorriam-me o corpo e o medo corroía-me as entranhas
Quis fugir
Corri… caí… corri novamente e voltei a cair – desta vez sem me conseguir levantar
Olhei para trás… levantei-me e fui cambaleando…
Abri a porta – do outro lado o VAZIO
Acordei serena, desta vez sim de um sonho
De um sonho em que sonhava que estava a sonhar
Afinal não era nada, nem de um sonho se tratava
Era apenas eu a voar para bem longe…
Lá no fundo - o SILÊNCIO!
(Fonte: www.olhares.com)
Cansam-me, cansam-me muito…
As rotinas
O acordar de manhã sempre na mesma hora (o.k, nem sempre!), o levantar, tomar banho, vestir, comer, sair, pegar no carro (rumo ao parque de estacionamento), apanhar o comboio, depois o metro. Chegar finalmente ao trabalho, trabalhar o santo dia, com umas idas ao ginásio pelo meio (entre outras coisas que se forem referidas estragam o texto todo, uma vez que não fazem parte das ditas rotinas, certo??!!).
Voltar para casa – de novo o metro, o comboio e o carro (ai no dia em que me apanhar a viver em Lisboa!!).
Chegar a casa, ligar o pc, a televisão, preparar qualquer coisa para comer, olhar para um bom livro, deixar-me dormir na sala, arrastar-me para o quarto para novamente me deixar dormir.
Acordar no dia seguinte e repetir tudo novamente. Livra – isto cansa! Ó rotina desgraçada!!
O que vale é que nem sempre é assim.
Basta uma pequena mudança, que já faz toda a diferença.
A rotina - quebro-a sempre que posso e tenho vontade…

é preciso acreditar no vento
e deixar que ele seja voz tremida
a equilibrar-se nos ramos que rompem
do peito
ergue-te agora em uníssono nevoeiro
sobre os telhados
e entardece um pouco mais
deixa que as mãos fiquem frias
e os pés descalços sem tocarem a relva
molhada
talvez uma ou outra ave te venha falar ao ouvido
talvez venha beber da loucura dessas paisagens
que desalinhas com o olhar
insisto: o nevoeiro faz todo o sentido
e se chamar por ti
entra
sem pressa de fuga
haverá sempre outra mão
algures
à espera do contorno da tua
e de tempo para desenlaçar sóis por entre
os fios do amanhecer
em dias de chuva também sou capaz de pensar
que do que se toca
tão pouco
ou nada
é já capaz de nos
espantar
Há quem consiga, há quem não
Temos os que tentam e os que desistem
A história das nossas vidas está cheia de vitórias, de derrotas, de enganos e desenganos
Das alegrias às tristezas basta um passo
Passo certeiro ou passo em falso
Virar à esquerda, à direita, ir em frente…. Seguir caminhos
Há quem queira, quem vença as contrariedades
Há quem tente, há quem realmente o faça…